Um dia, durante uma conversa, uma amiga falou que eu tinha uma mania de colocar como “vilão” todos os caras por quem nutria uma paixãozinha. Aquilo me pegou de um jeito que só agora a ficha caiu e entendi o motivo. Mas, vamos por partes.
Amores platônicos
O próprio histórico do meu blog é prova de quantos amores eu já tive. Na boa, nem classifico mais como amor, e sim paixões. Daquelas bem fortes, avassaladoras e cheias de expectativas.
Bastava o fulaninho ter todas as características que buscava em alguém pra eu esquecer de mim mesmo, nutrindo um sentimento nada saudável. A tristeza aparecia a cada dia, quando via que nada seria correspondido. Naquele momento, a escrita era a forma de eu melhorar.
E como eu me curava? É até vergonhoso falar, mas…

Eu escrevia textões acabando com o outro, dizendo que me machucou e bla bla bla. A realidade era bem diferente, claro.
O dito cujo estava apenas vivendo a vida dele, de boa na lagoa. Não fazia questão de me ter por perto, mas, também, nem sabia o que eu sentia. (E cá pra nós, acho que nem faria diferença ele saber.)
Quem é o vilão?
Ao ter as milhares de expectativas frustradas, não tinha como eu não colocar o outro como vilão. Não me conhecia ao ponto de questionar os sentimentos e reciprocidade, sabe? Simplesmente me doava demais, fazendo favores, ajudando sempre que possível e tentando ser notado de alguma forma. E aí, meu bem, algumas pessoas montavam em cima de mim, e não era da forma que eu queria.
Logo, realmente alguns carinhas foram o vilão da história. Porém, vários não mereciam serem vistos dessa forma, principalmente por sempre deixarem claro que seríamos só amigos. Mas, né, a tal da expectativa continuava batendo à porta.
E você sabia que, segundo algumas pesquisas duvidáveis que fiz no Google, a dor de uma paixão não correspondida pode ser mais intensa do que o término de um relacionamento longo? Agora, imagine aí quantas eu já tive e nutri por tanta gente… Capaz de ser a população LGBT+ da minha cidade inteira!

Brincadeiras à parte, eu evoluí e aprendi.
Recomeços são necessários
Graças ao autoconhecimento, as paixões por aqui são mais “saudáveis” e sou mais consciente. Obviamente, as expectativas continuam sendo criadas, contudo, hoje, consigo diferenciar o que é real do que eu realmente comecei a fantasiar.
A verdade é que parei de procurar vilões em algo que não deu certo, apenas acreditando que o universo é inteligente e sabe o que é melhor pra mim. E, sinceramente, foram muitos livramentos, viu? Cada gente que não faria sentido dividir uma vida, casa, família…
E saibam que o meu mozão vai aparecer, disso não tenho dúvidas. Mas ele não vai aparecer para me completar, pois já sou completo. Essa pessoa vai aparecer para me deixar maior do que já sou e, juntos, vamos dominar o mundo. O nosso mundo.
Enfim… Compreender a minha responsabilidade nas expectativas que crio foi muito importante para não depositar no outro todas as frustrações passadas, onde ele não teve culpa.
Em resumo: nova pessoa = nova expectativa, e sempre com muito cuidado para não entregar demais a quem se deu de menos. Reciprocidade sempre.
eu amei esse post! a gente precisa realmente falar sobre isso, a gente tem a obrigação de ser sincera com as pessoas, mas não temos como controlar o que elas sentem,
fico muito feliz que você tenha entendido e evoluído, a gente é assim mesmo, também já fui assim (as vezes ainda sou), mas o importante é nos conheceremos e evoluirmos sempre
beijosss
carol
exatamente, Cá. as vezes jogamos a culpa toda pra cima do outro e não analisamos onde podemos estar errando tbm.
Tudo na vida nos deixa lições valiosas. Adorei o post!
Boa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
vlww!