
Faz muito tempo que escrevo sobre os mais variados sentimentos. Alegria, tristeza, decepção, medo. Paixões também, claro. De alguma forma, colocar tudo no papel — sim, eu gosto de escrever em diários — me faz esvaziar o coração.
Escrever me traz leveza na alma, sabe? Me sinto em paz comigo mesmo e, caso esteja diante de alguma situação obscura, a resposta vem com mais clareza.
Porém, já houveram momentos em que usei a escrita para exorcizar demônios e só percebi isso dias atrás, conversando com uma colega de trabalho que está caminhando para ser psicóloga. Ela fez boas observações sobre como utilizava a escrita.
Durante uma conversa em um desses pubs chiques, comentei com essa amiga que “adorava” sofrer por relacionamentos e usar as dores para escrever textos cheios de sofrência. Muitos dos relatos, aliás, estão postados aqui no blog e lembro bem do comentário de algumas pessoas, do tipo “torço muito para você encontrar um amor e ser feliz”, “sinto muito, uma hora isso vai passar”, etc.
Numa análise rápida e certeira, essa amiga comentou que não acreditava que eu gostava de sofrer para escrever, apenas usava a escrita para se livrar de tantos sentimentos ruins e decepções. Faltava também um pouquinho de amor-próprio, enxergar minha grandeza e elevar a autoestima, confesso.
Depois da conversa, voltei para casa refletindo sobre isso e analisando bem a forma como usava a escrita. Raramente era para escrever coisas boas, e mesmo quando saia algum texto engraçado, era apenas uma tentativa de maquiar a situação e deixar ela menos dolorosa do que foi.
Puxando aqui na mente, os textos mais recentes foram de 2018, quando me apaixonei por um cara do trabalho e sentia tanta tristeza em não poder viver nada do que fantasiava com ele. A escrita esteve ali, presente, me permitindo criar situações em que a gente ficava juntos ou ele era um vilão dos mais cruéis.
Obviamente, houveram outras vezes também, como narro nas cartas do livro “Para todos os crushes que um dia odiei”, disponível na Amazon.
Mas, o mais importante em todo o processo para chegar até aqui, onde não sinto mais vontade de escrever sobre sofrência, é reconhecer a importância da escrita na minha vida. Mesmo que os motivos fossem dolorosos, tudo me serviu como forma de aprendizado e amadurecimento.
Segundo a amiga dessa conversa profunda, aparentemente eu estava em constante estado depressivo e foram as palavras que me salvaram.
Sem dúvida alguma, posso dizer com toda a certeza e leveza na alma: a escrita cura.
Sem sombra de dúvidas. Ela é um alívio para a nossa alma.
Boa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Siiim!